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23 de março de 2018

Uma alternativa na renda fixa

 

Rafael Rocha e Marco Saravalle, CNPI.

 

Com a queda da taxa de juros ganhar dinheiro com a renda fixa vem ficando cada vez mais difícil. Conforme já discutido, os títulos de baixíssimos riscos vêm desempenhando abaixo de 0,6% a.m, precisando, ainda, deduzir o imposto de renda dessa rentabilidade. Juros mais baixos induzem os investidores a correr maiores riscos para otimizar os resultados e o crédito privado vem sendo uma forma de alavancar os ganhos, ainda na renda fixa.
Para obter financiamentos, muitas empresas optam por captar recursos direto ao mercado, sem a intermediação bancária, emitindo títulos que possibilitem a execução dos seus projetos, como ampliação das plantas produtivas, por exemplo. Para as corporações, emitir papeis de suas dívidas significa crédito mais barato. Ao adquirir estes títulos, o investidor está assumindo o risco de crédito de tal empresa, podendo, em caso de a empresa vir a declarar falência, não ser pago.
O mercado financeiro é movido pela relação risco retorno. Por estes investimentos não serem cobertos pelo FGC, como LCI, LCA e CDB, e a carteira devedora ser composta apenas por um agente, as taxas oferecidas, normalmente ligadas a indicadores como CDI e IPCA, tendem a remunerar melhor o credor. Muitos destes títulos, como Debêntures de empresas do setor de infraestrutura, Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), são incentivados pelo governo, não havendo cobrança de imposto de renda.
Enquanto os Títulos Públicos ligados a inflação, conhecidos como NTN-B, estão oferecendo rentabilidades brutas entre IPCA + 4,55% a.a e IPCA + 5,07 a.a, as Debêntures isentas de IR, estão oferecendo taxas próximas a IPCA + 6% a.a., o equivalente a um juros real bruto de 6,9%. Este desempenho é significativamente maior que os juros atuais deduzidos da inflação.
Uma Debênture é um empréstimo direto a empresa, como se fosse um CDB, de uma empresa. O CRI e o CRA são recebíveis, o investidor está antecipando um fluxo pagamentos que seria feito pela empresa, a um fornecedor, por exemplo.
Os Títulos de Crédito Privado, normalmente, são de longo prazo, em torno de 5 a 10 anos. A amortização, tanto dos juros, quanto parte do principal, geralmente é feito semestralmente ou anualmente.
Na tomada de decisão é muito importante considerar o risco de crédito, a possibilidade da empresa falir e o investidor não ser pago. Existem empresas que classificam o risco de insolvência tanto de países quanto de empresas, o que ajuda na tomada de decisão sobre investir em um crédito privado ou não. As principais agências de classificação de risco do mundo são Fitch Ratings, Moody’s e Standard & Poor’s (S&P). As classificações podem ir de AAA até D, chamamos de grau de investimento (instituições com boas classificações para investir) empresas com rating até BBB-.
O crédito privado não é tão convencional para o brasileiro, acostumado com títulos bancários ou públicos. Entretanto vem sendo uma janela de oportunidade para investidores que querem otimizar seus resultados na renda fixa, sem se expor as oscilações do mercado acionário.

 

Contatos:

Rafael Rocha <rafael.saldanha@rinvest.com.br>

 

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