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Qual aposentadoria você quer?

19 de março de 2018

Por Rafael Saldanha Rocha e Marco Saravalle, CNPI

 

Grande parte dos brasileiros tem dificuldades para se organizar financeiramente, no curto prazo isto gera endividamento. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, o percentual de famílias endividadas em dezembro de 2017 foi 62,2%. Entretanto, isto é apenas a ponta do iceberg. Segundo o censo do IBGE de 2010, apenas 1% da população consegue arcar com todas suas despesas após a aposentadoria.

Por não ter um planejamento financeiro de longo prazo, grande parte dos brasileiros retornam ao mercado de trabalho depois dos 60 anos, vivem com auxílio de parentes ou de programas sociais financiados pelo governo. Para muitos, o que deveria ser um período para descansar e curtir mais a vida, acaba se tornando constrangedor e incômodo.

A própria previdência social, por mais conflitante que seja com seu regime de repartição, não é suficiente para manter uma família de classe média. O teto da aposentadoria pública hoje é de R$ 5.531,31, pouco provável uma família com renda e/ou despensa mensal de R$ 10.000,00 conseguirá manter seu padrão de consumo ao se aposentar, resultando em uma queda drástica na qualidade de vida. O planejamento financeiro de longo prazo deve ser feito para, no mínimo, tapar este déficit entre rendimentos garantidos na aposentadoria, como o benefício social e as despesas que terá ao longo da vida.
Quando se fala em aposentadoria muitos dizem que ainda são novos para pensar no assunto, mas você pode escolher entre começar a se organizar financeiramente no início da vida e precisar poupar pouco para ter uma reserva satisfatória ou iniciar tarde e ter um grande desgaste psicológico e financeiro para acumular o necessário para viver de renda.
Segundo Marcelo Picanço, diretor-geral da Porto Seguro: “Se começasse a pensar nisso aos 23, 24 anos, poderia guardar o equivalente a uma pizza por mês”, sobre o montante necessário para o brasileiro se aposentar. Segundo estimativas, um investidor que inicia próximo aos 20 anos, deve reservar de 10% a 12% do salário, para os que começam na casa dos 30 anos de 15% a 20%. Dado a conjuntura atual estes percentuais possibilitariam uma reserva satisfatória.
Um investidor começando aos 23 anos e pretendendo se aposentar aos 60 anos, fazendo contribuições mensais de R$ 340,00, considerando uma taxa de juros de 6% a.a, acumularia um patrimônio de aproximadamente R$ 537.000,00 o que o proporcionaria uma renda mensal de R$ 4.000,00 durante 15 anos. Estas contribuições têm que ser reajustadas anualmente pelo aumento dos preços, a inflação. Os cálculos realizados podem se alterar de acordo com a conjuntura econômica e mudanças na taxa de juros.
O projeto de viver de renda não precisa ficar preso a parar de trabalhar aos 60 anos. Com boa gestão de orçamento, organizando as contas, enxugando as despesas e elevando o percentual poupado, é possível parar de trabalhar antes e desfrutar da vida com mais vigor. No início pode parecer difícil abrir mão do consumo presente, psicologicamente dá a impressão que está abrindo mão da sua vivência, mas na verdade está prezando pelo seu eu futuro. O segredo é focar no longo prazo. Conheço pessoas que pararam aos 40 e estão bem felizes.

Comece já! Quanto mais cedo começar, mais fácil e tranquila será sua aposentadoria.

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