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Por que você ainda está (perdendo dinheiro) na poupança?

12 de março de 2018

Como ir além da poupança?

 

Por Rafael Saldanha Rocha e Marco Saravalle, CNPI.

 

Como abordamos na coluna anterior, vimos alguns pontos fracos da poupança e que usá-la para acumular patrimônio pode não ser a melhor alternativa. Mas quais os próximos passos? Podemos começar abrindo uma conta de investimentos, podendo ser em um banco ou corretora de valores. Em seguida vamos entender um pouco sobre algumas alternativas disponíveis.

O mercado financeiro utiliza uma taxa chamada CDI (Certificado de Depósito Interbancário) como referência para os rendimentos dos títulos bancários e, a SELIC, para títulos públicos. Ambos são classificados como renda fixa e não tem risco de mercado. O CDI e a taxa de juros básica da economia, a SELIC, que é determinada pelo governo, são correlacionadas e podem ser alteradas a cada 45 dias. Isto quer dizer, se a SELIC sobe, o CDI sobe, o movimento inverso tem o mesmo efeito.

Trataremos o CDI como a base para os investimentos de renda fixa. As aplicações em títulos bancários são consideradas de baixo risco, pois são asseguradas pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), assim como a poupança. No caso dos títulos públicos, são considerados os ativos mais seguros da economia. Podemos observar que o desempenho destas duas taxas em comparação com a poupança, ao longo dos últimos 10 anos, apresentou uma larga diferença.

 

Atualmente a SELIC é 6,75% ao ano, recorde histórico desde o início do Plano Real. O CDI levemente abaixo, há 6,64% a.a. Ambas são bem próximas.

Ao contratar um título de renda fixa bancária que rende CDI é acordado um percentual da taxa, em casos de CDBs (Certificados de Depósitos Bancário) de liquidez diária, que podem ser resgatados no dia seguinte da aplicação, em “bancos mais convencionais” encontram-se em torno de 90% CDI; e em corretoras a partir de 100% da taxa e com aporte mínimo de R$ 1000,00. Os títulos públicos remunerados a SELIC, também possuem liquidez imediata, são chamados de LFT ou Tesouro SELIC e tem aplicação inicial a partir de R$ 30,00. Os títulos emitidos pelo governo têm um custo de custódia, de no mínimo, 0,3% ao ano sobre do montante total, o que reduz a rentabilidade nominal do Tesouro Direto frente ao CDI. Caso aceite prender o capital em um CDB, esses percentuais podem se elevar. Atualmente CDBs disponíveis em corretoras podem ultrapassar a 120% CDI.
Tanto a SELIC quanto o CDI são taxas brutas, diferente dos rendimentos da poupança, tendo que deduzir o imposto de renda que incide em tabela regressiva de acordo com o tempo, indo de 22,5% a 15% sobre a rentabilidade. Em casos de resgates antes de 30 dias, há cobrança do elevado IOF entre 96% e 1%.

Outras aplicações de emissões bancárias que podem servir como alternativas são as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e as LCAs (Letras de Crédito Agrário), isentas de imposto de renda, mas normalmente exigem um prazo mínimo de permanecia no investimento.
Os investimentos isentos de impostos, não são necessariamente melhores pelo fato de não pagar IR, a poupança raramente ganhará para taxas brutas a partir 100% CDI. Em comparação com as “letras”, é necessário colocar na ponta do lápis, fazer conta e comparar com os títulos tributáveis, o ganho líquido varia de acordo com as taxas e prazos oferecidos.
Para iniciar, o investidor pode contar com um assessor de investimentos em corretoras, auxiliando na tomada de decisão de quais produtos se encaixam melhor no seu perfil. Não deixe para depois: você pode estar perdendo muito dinheiro.

 

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