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Esta small cap pode ser um grande investimento

22 de janeiro de 2018

CSU: Uma Small que está virando BIG.

Por Marco Saravalle (CNPI), Felipe Pontes, Emanuelle Peixoto e Talitha Sarmento.
Empresa de prestação de serviços de alta tecnologia e com mais de 25 anos de experiência, a CSU atua nos segmentos de processamento de meios eletrônicos de pagamento pela CSU CardSystem, provê ações de marketing direto com a CSU MarketSystem, opera no segmento de contact center com a CSU Contact e realiza atividades de gestão e terceirização de data center com a CSU IT.

Desde 2013, quando a companhia perdeu um dos seus principais clientes e viu seu lucro em declínio, a CSU vem se reinventado, buscando novos negócios, focando em aspectos sinérgicos e nas potencialidades de mercado, visando a diversificação das receitas.

A empresa alcançou em 2015 um recorde de faturamento de meio bilhão de reais e em 2017 atingiu um recorde histórico de cartões processados e tem apresentado um histórico de estabilidade na entrega de resultados.

No 3T17 a divisão CardSystem da empresa alcançou um novo patamar histórico com 26,1 milhões de cartões cadastrados e 22 milhões de cartões faturados. Na divisão MarketSystem a companhia também registrou o maior volume financeiro já registrado, com R$50,6 milhões no 3T17. Na divisão Contact, a CSU conseguiu manter suas posições de atendimento médio, conseguindo estancar as reduções dos últimos trimestres.

A manutenção dos postos de atendimento do segmento de Contact Center, no 3T17 trimestre, e a conquista de novos clientes, podem estar associadas a uma melhora dos fundamentos econômicos do país, ou seja, confirmando-se a retomada do crescimento, podemos esperar uma volta do crescimento também nesse setor.

Mesmo com a redução da Contact durante o ano de 2017 e as incertezas sobre as perspectivas do país, as expectativas dos resultados consolidados do ano são positivas, o que foi confirmado pelos dados divulgados no 3T17 que mostraram aumento significativo das receitas.

A receita bruta teve um crescimento médio anual de 11% de 2013 a 2016, com um aumento de 10% na comparação do 3T16 com o 3T17. O EBITDA também apresentou um forte crescimento com um aumento de 18% entre a comparação dos trimestres. Já o lucro líquido teve o aumento mais expressivo, apresentando uma alta de 480% entre 2013 e 2016, e um aumento de 45% entre os trimestres, na comparação anual.

 

A CSU reduziu sua alavancagem no 3T17, mantendo uma menor relação da dívida líquida sobre o EBITDA, mesmo com o aumento dos empréstimos de longo prazo no último trimestre.

A CSU também teve como destaque em 2017, a conclusão da reestruturação das suas diretorias, reforçando a posição da companhia na busca pelo crescimento sustentável. Outro ponto que merece destaque é que a ação da companhia (CARD3) foi incluída recentemente no Índice de Dividendos (IDIV), o que poderá levar a um aumento de liquidez pela possível inclusão da ação em fundos passivos que têm o IDIV como benchmark.

Ainda que a companhia não tenha sido uma excepcional pagadora de dividendos, seu CFO revelou recentemente que eles buscarão uma política mais agressiva de distribuição de dividendos nos próximos anos. Isso pode ser justificado pela grande reserva de lucros que a empresa tem em seu patrimônio líquido, que deverá ser utilizada com um novo grande cliente (implicando em maior geração de fluxo de caixa no futuro), ou que poderá auxiliar nesse aumento na agressividade da política de distribuição de dividendos.

Apesar dos pontos positivos, é necessário ainda ter cautela com o setor de Contact, que tem uma alta dependência do setor de consumo, e consequentemente da recuperação econômica do Brasil, que ainda é frágil – destacando-se os possíveis impactos do cenário político incerto e o novo rebaixamento da nota de crédito do país pela Standard & Poor’s. Outro ponto de atenção é a incipiência dos segmentos de MarketSystem e IT e a incerteza quanto à geração de fluxo de caixa desses setores.

Computando todas as informações na avaliação da CSU, nós consideramos que a empresa continuará a crescer, dada a consistência dos seus resultados nos últimos anos, perspectivas de novos clientes e o bom desempenho dos últimos trimestres de 2017.

Em relação à análise dos múltiplos da empresa, percebe-se que ainda há espaço para valorização, isto é, os múltiplos da companhia ainda não estão alinhados com os pares de mercado. Além disso, em nossa avaliação por fluxo de caixa descontado, chegamos ao valor justo de R$16,44 com um up-side projetado de 60%, com base no preço de fechamento do dia 18/01/2018. Dessa forma, nossa recomendação é de COMPRA para a CARD3.

 

DISCLAIMER

Esse trabalho foi feito em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Contabilidade da UFPB (http://www.ccsa.ufpb.br/ppgcc [ccsa.ufpb.br]).

Esse relatório foi elaborado para a disciplina de Avaliação de Empresas do Mestrado em Ciências Contábeis de Contábeis da Universidade Federal da Paraíba pelas alunas Emanuelle Peixoto e Talitha Sarmento apenas como um exercício acadêmico, não podendo ser configurado como nenhuma indicação de investimento ou de compra e venda de nenhum ativo financeiro, ou como qualquer atividade de consultoria. Portanto, por se tratar de um treinamento, qualquer decisão de investimento é de responsabilidade do leitor.

Todos os dados para execução desse trabalho foram coletados baseados em dados públicos e de fontes consideradas fidedignas.

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